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Feminicídios na Paraíba crescem 39% em 2025 em comparação com 2024

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O número de feminicídios registrados na Paraíba entre janeiro e novembro de 2025 chegou a 32 casos, um aumento de 39% em relação a todo o ano de 2024, quando foram contabilizadas 26 ocorrências. Os dados indicam uma média de dois feminicídios por mês no estado.

Em 2025, os meses com maior número de registros foram fevereiro, com seis casos, e novembro, com cinco. Também houve ocorrências em janeiro (3), março (4), abril (2), maio (3), junho (3), agosto (1), setembro (3) e outubro (2). Em julho, não houve registro de feminicídio. Levantamento preliminar do g1 aponta ainda pelo menos cinco casos em dezembro, número que não consta nos dados oficiais consolidados.

Os crimes foram registrados em diferentes municípios paraibanos. João Pessoa concentrou o maior número, com quatro casos. Em seguida aparecem Araçagi, Cajazeiras, Conde, Coremas e Patos, com dois casos cada. Outros municípios tiveram um registro ao longo do ano, o que demonstra a dispersão territorial do problema no estado.

Segundo a pesquisadora de gênero Glória Rabay, a violência contra a mulher é influenciada por fatores culturais e sociais. Ela destaca que o feminicídio não está restrito a um grupo social específico e ocorre em diferentes contextos, refletindo a disseminação da cultura machista na sociedade.

O feminicídio é definido como o assassinato de mulheres por razões relacionadas à condição do sexo feminino, como violência doméstica ou discriminação de gênero. Desde 2015, o crime é classificado como hediondo no Brasil e, a partir de 2024, passou a ser considerado um crime autônomo, com pena que pode chegar a 40 anos de prisão.

Em 2024, apesar do número ainda elevado, houve uma redução de 26,47% em relação a 2023, quando foram registrados 34 feminicídios na Paraíba. Naquele ano, fevereiro e setembro foram os meses mais violentos, e agosto não teve registros.

As autoridades reforçam que denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelos telefones 197 (Polícia Civil), 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190 (Polícia Militar, em casos de emergência).

(📸: reprodução/ Internet)

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